Como identificar as doenças do labirinto? | Bem Estar

Nem toda vertigem é labirintite. Existem diferentes doenças do labirinto e a palavra labirintite muitas vezes é usada de forma errada. O otorrinolaringologista Marcio Salmito explicou no Bem Estar desta segunda-feira (11) que a labirintite é uma inflamação do labirinto, comumente associada a alguma outra infecção, como otite ou mesmo meningite.

As doenças do labirinto podem afetar adultos e também crianças. Nas crianças, a doença ocorre principalmente quando sofrem dor de cabeça ou os pais tenham histórico de dor de cabeça. A tontura na infância causa problemas de desenvolvimento. Nos idosos que sofrem com doenças do labirinto, o problema maior são as quedas causadas pelas vertigens, que também podem desencadear sintomas depressivos ou ansiosos.

Quem sofre com o problema por mais tempo e não se trata, vive pior e, muitas vezes, fica usando medicamentos sintomáticos por muito tempo. Usar esses medicamentos pode atrapalhar a melhora e ainda causar doenças. Sempre há tratamento para as doenças do labirinto, embora às vezes não tenha cura.

Entre os sintomas estão: vertigem, perda de audição, perda do equilíbrio, dores de cabeça, zumbido e vômitos. As principais doenças do labirinto são:

– VPPB (Vertigem Posicional Paroxística Benigna): o sintoma mais comum é a vertigem. O tratamento é simples. O médico realiza um procedimento chamado “manobra para reposicionamento dos cristais do labirinto, fazendo movimentos com a cabeça do paciente. Geralmente em duas manobras o problema é resolvido.

– Doença de Meniére: junto com a VPPB, compõem cerca de 50% das doenças do labirinto. A vertigem também é forte e durante a crise costuma haver outros sintomas, como zumbido, perda auditiva, náuseas e vômitos, sensação de pressão nos ouvidos o na cabeça. Terminada a crise, os sintomas podem desaparecer por completo.

– Neurite vestibular: é uma forte vertigem, sem outros sintomas. A pessoa fica mal e é tratada com anti-inflamatórios e com sintomáticos. Em geral, causa náuseas fortes, com vômitos e mal-estar.

– Cinetose: é um dos problemas que muitos chamam de labirintite. Apresenta-se como tontura, acompanhada de náusea, palidez e sudorese durante os passeios em veículos em movimento. Esse quadro é agravado durante o movimento sequencial do olhar.

Algumas mudanças no estilo de vida podem prevenir doenças do labirinto. Evite ingerir álcool; não fume; controle os níveis de colesterol, triglicérides e glicemia; opte por uma dieta saudável; não deixe grandes intervalos entre as refeições; pratique atividade física; beba bastante líquido e procure administrar as crises de ansiedade e estresse.

Hiperemese gravídica
O programa também convidou o consultor e ginecologista José Bento para falar de um problema na gravidez que provoca muito enjoo: a hiperemese gravídica.

Esse incômodo causa um enjoo absurdo na gestante, a ponto de incapacita-la de muitas atividades. Acontece durante os três primeiros meses. A grávida pode sentir tontura, vertigem e fica muito desidratada. Há casos de internação para tentar controlar as crises de vômito e reidratar a paciente com soro.

Alguns alimentos melhoram o enjoo em grávidas. O importante é comer várias vezes ao dia, evitar o jejum e comer em quantidades pequenas. Procure sempre alimentos secos, como bolacha água e sal, torradas, pães, tome suco de limão em pequenas doses (sem açúcar), coma gengibre, azeitona e queijo provolone, cortado em cubinhos.

Veja a reportagem do ‘Bem Verão 2017’:

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Postado por:
Luciana Bento

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