Luciana Bento

Costa do Marfim lança plano para acabar com a desnutrição

Na Costa do Marfim, 12,8% da população ainda vive sem saber se terá quantidades suficientes de comida à mesa. Elaborada com o Programa Mundial de Alimentos (PMA), a estratégia das autoridades marfinenses investirá na oferta de refeições nas escolas e no fortalecimento do setor agrícola.

Mulheres preparam inhame para vender em Assouba, na área rural da Costa do Marfim. Foto: ONU / Patricia Esteve

Mulheres preparam inhame para vender em Assouba, na área rural da Costa do Marfim. Foto: ONU/Patricia Esteve

O governo da Costa do Marfim lançou neste mês (12) o plano nacional Fome Zero, para pôr fim à insegurança alimentar na nação africana até 2025. No país, 12,8% da população ainda vive sem saber se terá quantidades suficientes de comida à mesa. Elaborada com o Programa Mundial de Alimentos (PMA), a estratégia das autoridades marfinenses investirá na oferta de refeições nas escolas e no fortalecimento do setor agrícola.

Atualmente, o poder público já conta com o apoio do PMA, agência das Nações Unidas que fornece merenda diariamente para 571 mil estudantes marfinenses de nível primário. O governo quer criar uma cantina para cada escola e conectar agricultores familiares à administração das instituições, para transformar os pequenos produtores em fornecedores dos colégios.

Segundo o vice-presidente da Costa do Marfim, Daniel Kablan Duncan, o novo plano Fome Zero “é uma estratégia que inclui todas as políticas nacionais e que deve ser usado como uma bússola para orientar a implementação efetiva e eficiente de todas as iniciativas governamentais que visam promover um crescimento sustentável e inclusivo”.

Em dezembro passado, o dirigente liderou uma missão de estudos ao Brasil para conhecer iniciativas brasileiras de combate à fome e de fomento ao desenvolvimento rural. A visita foi organizada em parceria com o Centro de Excelência contra a Fome, vinculado ao PMA.

A nova estratégia das autoridades marfinenses foi elaborada com o apoio do PMA. O documento aponta para desafios como falta de financiamento, problemas de coordenação e lacunas no monitoramento das iniciativas implementadas. Outros agravantes são as mudanças climáticas e falhas na prestação de serviços de nutrição e proteção social.

Para superar esses obstáculos à erradicação da fome, o plano recomenda investimentos em infraestrutura e no acesso à água, além de incentivos para compras públicas de alimentos produzidos localmente. Na avaliação do marco nacional, é preciso ampliar e promover as cadeias de valor da agricultura marfinense.


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