Área em fazenda de Dourado foi habitada há mais de 12.600 anos (Foto: Reginaldo dos Santos/ EPTV)Área em fazenda de Dourado foi habitada há mais de 12.600 anos (Foto: Reginaldo dos Santos/ EPTV)

Área em fazenda de Dourado foi habitada há mais de 12.600 anos (Foto: Reginaldo dos Santos/ EPTV)

Cyberarqueólogos da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) descobriram em Dourado (SP) um sítio arqueológico que foi habitado pelo grupo mais antigo do Estado de São Paulo, há mais de 12.600 anos.

Com a ajuda da tecnologia de realidade virtual, eles escavaram e escanearam o local, fazendo constatações inéditas. Entre elas estão as artes rupestres, que são as representações feitas em cavernas e abrigos. Tudo poderá ser preservado e servir como fonte de informação para pesquisas.

Cyberarqueólogos fazem constatações inéditas em terrenos de Dourado, SP

Cyberarqueólogos fazem constatações inéditas em terrenos de Dourado, SP

Descoberta durante visita

Dourado fica a 280 quilômetros da capital paulista e, em meio a um cenário natural exuberante, está um pedaço de terra no meio de um vale que guarda uma história de milhares de anos.

A área fica dentro de uma fazenda e os pesquisadores foram convidados pelo dono, que também é apaixonado por arqueologia, para explorar a área. Os primeiros indícios para essa descoberta foram encontrados durante uma visita do professor Astolfo Araújo, o coordenador da pesquisa.

“Numa segunda visita eu desci e, nas trilhas das vacas apareceu material arqueológico. Daí nós começamos a escavar e foi uma surpresa enorme porque não achava que o sítio era tão antigo assim. As vacas vão ajudando no processo, elas vão passando e fazendo essas trilhas, a erosão comeu e apareceu o material”, afirmou.

Arqueólogos fazem trabalho em área de  fazenda em Dourado (Foto: Reginaldo dos Santos/ EPTV)Arqueólogos fazem trabalho em área de  fazenda em Dourado (Foto: Reginaldo dos Santos/ EPTV)

Arqueólogos fazem trabalho em área de fazenda em Dourado (Foto: Reginaldo dos Santos/ EPTV)

A descoberta pode ser um grande passo para a história e, para chegar até ela, é feito um trabalho de ‘formiguinha’. A escavação tem que ser com todo cuidado para não quebrar ou perder nenhuma amostra.

“Dependendo da dureza e da compactação do solo demora praticamente meio dia, um dia todo para a gente conseguir descer um nível de 10 centímetros, mais ou menos. É um trabalho bem braçal, mas é satisfatório quando a gente faz o que gosta”, explicou o arqueólogo Glauco Constatino.

Escavação é feita e depois peneira separa o material em Dourado (Foto: Reginaldo dos Santos/ EPTV)Escavação é feita e depois peneira separa o material em Dourado (Foto: Reginaldo dos Santos/ EPTV)

Escavação é feita e depois peneira separa o material em Dourado (Foto: Reginaldo dos Santos/ EPTV)

Para que nada passe despercebido, a terra retirada passa por peneiras. A arqueóloga voluntária Nina Hochreiter procura o tesouro, mas ele não precisa ser dourado, nem brilhante. Se for uma pedra lascada, mesmo pequena, já é considerada preciosa.

“A gente consegue definir que foi um lascamento feito pelo homem. Eles podem ter usado para encrustar em madeira, pegar um toco, fazer com uma faca de serra e isso podia cortar ávore, fruto, limpar a pele dos animais. Você pode usar para várias coisas”, explicou.

Pedra lascada conta história de milhares de anos do Estado de São Paulo (Foto: Reginaldo dos Santos/ EPTV)Pedra lascada conta história de milhares de anos do Estado de São Paulo (Foto: Reginaldo dos Santos/ EPTV)

Pedra lascada conta história de milhares de anos do Estado de São Paulo (Foto: Reginaldo dos Santos/ EPTV)

O trabalho de escavação e análise não para um minuto e, às vezes, a arqueologia pode até parecer coisa de filme, em um estilo Indiana Jones, mas não essa comparação não é possível. “O Indiana Jones é um personagem da ficção em que ele trabalha em construir coleções, é um colecionista. A gente trabalha com a compreensão do modo de vida dessas populações e não só com acumulação de objetos”, explicou Constatino.

Scanner de altíssima precisão

Também há a preocupação com a exploração do terreno, em mantê-lo preservado depois da pesquisa. É nesse momento que a tecnologia entra em ação. Com um scanner a laser, de altíssima precisão, eles fazem um mapeamento do terreno e obtêm detalhes de cada escavação. O grupo trabalha com imagens em 360 graus e imagens em 3D.

Scanner de altíssima precisão faz o mapeamento de sítio arqueológico em Dourado (Foto: Reginaldo dos Santos/ EPTV)Scanner de altíssima precisão faz o mapeamento de sítio arqueológico em Dourado (Foto: Reginaldo dos Santos/ EPTV)

Scanner de altíssima precisão faz o mapeamento de sítio arqueológico em Dourado (Foto: Reginaldo dos Santos/ EPTV)

Com os dados que ele gera, é possível fazer uma reprodução virtual perfeita de todo o sítio arqueológico. Na escavação escaneada fica mais fácil diferenciar o que é terra, pedra ou material arqueológico. A ideia é que outros cientistas possam pesquisar essa área, sem nem precisar sair do laboratório de pesquisa.

“Nós queremos construir mundos virtuais, a partir desses dados, tão fidedignos, que nós acreditamos que é possível um arqueólogo no futuro realizar a sua atividade científica nesse mundo virtual. Esse é o principal objetivo desse projeto. Isso além de puxar a fronteira de conhecimento da arqueologia, também vai puxar as fronteiras de conhecimento da computação”, disse o professor do Departamento de Sistemas Eletrônicos da Poli/USP Marcelo Knorich Zuffo.

Por coincidência, os materiais encontrados nas expedições são de óxido de silício, o mesmo elemento que compõe os chips dos computadores. “Podemos mandar para um colega em outro país e ele pode ajudar a gente a interpretar alguma coisa e vice-versa, fazendo essa troca de informação de forma mais rápida e fidedigna”, disse Araújo.

Mapeamento feito com scanner gera imagens em 3D de sítio arqueológico em Dourado (Foto: Reprodução/ EPTV)Mapeamento feito com scanner gera imagens em 3D de sítio arqueológico em Dourado (Foto: Reprodução/ EPTV)

Mapeamento feito com scanner gera imagens em 3D de sítio arqueológico em Dourado (Foto: Reprodução/ EPTV)

Em outras fazendas, onde o trabalho já foi concluído, os pesquisadores já tão colhendo os frutos dessa tecnologia. “A gente descobriu várias evidências arqueológicas não vistas a olho nu. Havia um relato de uma quantidade de inscrições rupestres e, com o processamento dos dados em laboratório, nós descobrimos muito mais inscrições rupestres que não estavam nem relatadas na literatura”, afirmou o professor do Departamento de Sistemas Eletrônicos da Poli/USP Marcelo Knorich Zuffo.

CIBERARQUEOLOGIA

Área em destaque foi mapeada por pesquisadores da USP em Dourado (Foto: Reprodução/ EPTV)Área em destaque foi mapeada por pesquisadores da USP em Dourado (Foto: Reprodução/ EPTV)

Área em destaque foi mapeada por pesquisadores da USP em Dourado (Foto: Reprodução/ EPTV)

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Luciana Bento

Campanha de multivacinação atualizou cartões de vacina de centenas de pessoas em Guajará-Mirim (Rondônia) (Foto: Júnior Freitas/ G1)Campanha de multivacinação atualizou cartões de vacina de centenas de pessoas em Guajará-Mirim (Rondônia) (Foto: Júnior Freitas/ G1)

Campanha de multivacinação atualizou cartões de vacina de centenas de pessoas em Guajará-Mirim (Rondônia) (Foto: Júnior Freitas/ G1)

A Campanha Nacional de Multivacinação, que teve início na segunda-feira (11), termina nesta sexta-feira (22). Realizada anualmente pelo Ministério da Saúde, a iniciativa tem por objetivo o estímulo à atualização da carteirinha de vacinas.

Crianças e adolescentes menores de 15 anos podem comparecer a qualquer posto de saúde para receber as vacinas oferecidas no calendário de imunizações.

Como na vacinação de rotina, basta levar a carteirinha de vacinas e documento para verificação de quais imunizantes serão necessários. Confira, abaixo, quais vacinas serão oferecidas:

Vacinas disponíveis para crianças menores de 7 anos:

BCG, Hepatite B, VIP, VOPb, rotavírus humano, pneumocócica 10 valente, Meningocócica C conjugada, febre amarela, tríplice viral, tetra viral ou tríplice viral + varicela (atenuada), DTP, Hepatite A, e varicela.

Vacinas disponíveis para crianças e adolescentes entre 7 e 15 anos:

Hepatite B, febre amarela, tríplice viral, dT, dTpa, Meningocócica C conjugada, HPV e varicela.

Durante a vigência da camanha, serão oferecidas todas as vacinas do calendário infantil (Foto: Augusto Carlos/Bem Estar/TV Globo) Durante a vigência da camanha, serão oferecidas todas as vacinas do calendário infantil (Foto: Augusto Carlos/Bem Estar/TV Globo)

Durante a vigência da camanha, serão oferecidas todas as vacinas do calendário infantil (Foto: Augusto Carlos/Bem Estar/TV Globo)

Saiba mais sobre os imunizantes disponíveis:

BCG – A imunização contra a tuberculose é oferecida ao nascer, mas ela também está disponível a crianças de até cinco anos que não tomaram a vacina.

Hepatite B – O imunizante é administrado no nascimento. Crianças não vacinadas, no entanto, podem tomar a vacina até um mês de idade.

HPV: A vacina contra o papiloma vírus humano é administrada nas meninas de nove anos e nas adolescentes de 10 a 14 anos.

Já nos meninos, o imunizante é administrado em adolescentes de 11 a 14 anos. São administradas duas doses, com intervalo de seis meses entre elas.

Penta – A vacina une a tetravalente (contra a difteria, tétano, coqueluche e meningite) com a imunização contra a hepatite B. É oferecida a crianças entre 2 meses e 7 anos em três doses (com intervalo de dois meses entre cada uma).

VIP – A Vacina Inativada da Poliomielite (VIP) é oferecida a crianças entre 2 meses e cinco anos. Cada criança toma três doses da vacina (com intervalo de dois meses entre cada dose).

VOPb – A Vacina Oral da Poliomielite Bivalente é oferecida a crianças entre 2 meses e cinco anos de idade. Cada criança toma três doses da vacina (com intervalo de dois meses entre cada dose).

Rotavírus humano – Podem receber a vacina crianças com idade a partir de um mês e 15 dias. Cada criança recebe duas doses (com intervalo de dois meses entre cada uma).

Pneumocócica 10 valente – A vacina pneumocócica conjugada 10-valente (VPC10) previne cerca de 70% das doenças graves (pneumonia, meningite, otite) em crianças, causadas por dez sorotipos de pneumococos, segundo a Sociedade Brasileira de Imunizações.

Crianças a partir dos dois meses de idade devem receber duas doses desta vacina com intervalo de 60 dias entre elas e uma dose de reforço, preferencialmente aos 12 meses de idade.

Meningocócica C conjugada – A vacina protege contra doenças causadas pelo meningococo C (como a meningite). Crianças a partir dos três meses de idade devem receber duas doses desta vacina com intervalo de 60 dias entre elas e uma dose de reforço, preferencialmente aos 12 meses de idade.

Febre amarela – A vacina é oferecida a crianças a partir de nove meses de idade, residentes ou viajantes nas áreas com recomendação de vacinação.

A vacina contra a febre amarela é oferecida a crianças residentes em áreas de recomendação (Foto: Divulgação/Prefeitura de Campos) A vacina contra a febre amarela é oferecida a crianças residentes em áreas de recomendação (Foto: Divulgação/Prefeitura de Campos)

A vacina contra a febre amarela é oferecida a crianças residentes em áreas de recomendação (Foto: Divulgação/Prefeitura de Campos)

Tríplice viral – A vacina contra sarampo, caxumba e rubéola é oferecida a crianças a partir dos 12 meses de idade. Já a segunda dose, é administrada aos 15 meses de idade.

Tetra viral ou tríplice viral + varicela (atenuada): As crianças devem receber uma dose da vacina tetra viral entre 15 meses e quatro anos de idade (quatro anos, 11 meses e 29 dias), desde que já tenham recebido a 1ª dose da vacina tríplice viral.

DTP – A vacina tríplice bacteriana previne difteria, tétano e coqueluche e é administrada em duas doses: a primeira, aos 15 meses; e a segunda, aos 4 anos.

Hepatite A – Crianças de 15 meses a 23 meses de idade devem receber uma dose dessa vacina.

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Luciana Bento

A profecia de Nibiru foi divulgada há duas décadas e segue circulando na internet. Planeta colidiria com a Terra em 23 de setembro (Foto: Pixabay/CC0 Creative Commons)A profecia de Nibiru foi divulgada há duas décadas e segue circulando na internet. Planeta colidiria com a Terra em 23 de setembro (Foto: Pixabay/CC0 Creative Commons)

A profecia de Nibiru foi divulgada há duas décadas e segue circulando na internet. Planeta colidiria com a Terra em 23 de setembro (Foto: Pixabay/CC0 Creative Commons)

A reedição de uma teoria do apocalipse que circula pelas redes sociais marcava para este sábado (23) o fim do mundo pela ação do chamado planeta Nibiru ou Planeta X, que colidiria com a Terra. Até a publicação desta reportagem, a profecia, ao que tudo indica, não havia se realizado.

A profecia sobre Nibiru e o fim do mundo circula na internet há mais de duas décadas e voltou a ganhar força nas últimas semanas. A história, que combina astronomia, pesquisa científica e passagens bíblicas, já foi descartada pela Nasa em diversas ocasiões.

Inicialmente, a previsão afirmava que a catástrofe ocorreria em maio de 2003. Quando nada aconteceu, seus seguidores fizeram uma nova interpretação e a programaram para dezembro de 2012, fazendo uma conexão com um dos ciclos do calendário maia.

A mais recente previsão teria sido formulada a partir de uma teoria de David Meade, autor do livro Planet X – The 2017 Arrival (“Planeta X – 2017, a Chegada”, em tradução livre para o português), que se autodescreve como “especialista em pesquisas e investigações”.

Segundo ele, a nova estimativa é baseada em passagens da Bíblia e em supertições que rondam o número 33 – número de dias do intervalo entre o eclipse solar de 21 de agosto, considerado um “presságio”, e a data prevista para a colisão de Nibiru.

Esta foi apenas mais uma ocasião em que uma previsão do apocalipse ganha fama e repercussão. Isso ocorre há séculos. O G1 reuniu outras setes histórias do fim dos tempos — obviamente, nenhuma delas se concretizou:

1000 – Quando chegasse o ano 1000, de acordo com algumas interpretações de evangelhos apócrifos, a vida de toda a cristandade teria se exaurido. E já que, na época, a cristandade era considerada sinônimo de humanidade, isso signifircaria o fim do mundo. A “data de validade” do homem para muitos tinha sido fixada no final dos mil anos a partir do nascimento de Jesus Cristo, no ano 0, como relata a revista italiana de história “InStoria”. No rèveillon do ano 1000, entretanto, nada ocorreu, fora as tradicionais celebrações. E o mundo continuo sua caminhada rumo ao futuro.

1666 – Como relembra a revista “National Geographic”, a chegada do ano com os últimos três números 6, considerados uma “cifra diabólica”, causou muitos temores de que o mundo acabaria. Em Londres, essas superstições foram alimentadas pelo fato de que uma epidemia de peste havia dizimado, no ano anterior, um quinto da população. Como se isso não bastasse, entre os dias 2 e 5 de setembro de 1666, um incêndio devastador queimou dezenas de milhares de casas, deixando 80% da cidade em cinzas. Ao mesmo tempo, as chamas mataram os portadores da praga e, de certo modo, se tornaram providenciais para acabar com a peste. E, mais uma vez, o mundo não acabou.

1806 – A rede norte-americana NBC conta como naquele ano, na cidade de Leeds, na Inglaterra, uma galinha teria botado ovos com escrita a palavra “Cristo está chegando”, em inglês. Imediatamente se espalhou o rumor de que o fim do mundo era iminente. E, por algum motivo, o Deus resolveu anunciar o apocalipse dessa maneira. O pânico tomou conta de Leeds, arredores e até de boa parte das Ilhas Britânicas. Entretanto, em breve se descobriu que tinha sido uma brincadeira arquitetada por Mary Bateman, famosa estelionatária que tinha se proclamado vidente. Bateman, depois de escrever as “profecias” na casca dos ovos, os reinseriu dentro das galinhas, alimentando assim a superstição popular. Obviamente, com ovo ou sem ovo, o mundo não acabou.

O rabo tóxico da cometa Halley

Cometa Halley (Foto: Observatório de Harvard/SPL/BBC)Cometa Halley (Foto: Observatório de Harvard/SPL/BBC)

Cometa Halley (Foto: Observatório de Harvard/SPL/BBC)

1910 – Aquele ano teve a passagem da Terra pelo rastro de detritos de cerca de 25 milhões de km deixados pelo cometa Halley. O que deixou muita gente com medo foi a presença, na cauda do Cometa, de cianeto, um gás altamente tóxico. Muitos cientistas começaram a temer que esse gás pudesse permear a atmosfera terrestre e asfixiar a humanidade, ou que a passagem pudesse causar um enorme tsunami no Pacífico. Como sempre, no dia 20 de maio de 1910, todo o mundo percebeu que nenhuma tragédia havia acontecido. E que o mundo não tinha acabado.

Central de operações contra o 'bug do milênio' em Los Angeles, nos EUA (Foto: Jim Ruymen/AFP/Arquivo)Central de operações contra o 'bug do milênio' em Los Angeles, nos EUA (Foto: Jim Ruymen/AFP/Arquivo)

Central de operações contra o ‘bug do milênio’ em Los Angeles, nos EUA (Foto: Jim Ruymen/AFP/Arquivo)

1999 – A primeira previsão do apocalipse da era tecnológica é também um dos mais famosos da história: o bug do milênio. Na virada do ano 2000, se previa que os computadores seriam dizimados pelo YK2 Bug, o nome oficial do bug do milênio, um defeito dos sistemas operacionais no cálculo das datas que, felizmente, se revelou muito menos grave e generalizado do que o esperado. Acreditava-se que, como a maioria dos computadores do mundo registrava datas de dois dígitos, os sistemas informáticos entrariam em colapso por causa do “00” do novo ano, com uma série de consequências imprevisíveis que levariam a explosões nucleares, queda de aviões, destruição de infraestruturas e o fim da civilização humana. Muita gente começou a construir bunkers com escoltas alimentares e a acumular armas. Como sabemos, nada de particularmente significativo ocorreu. E o apocalipse ficou para outro dia.

Buracos negros surgido, mundos acabando

Instalações do LHC (Foto: Cern/Divulgação)Instalações do LHC (Foto: Cern/Divulgação)

Instalações do LHC (Foto: Cern/Divulgação)

2008 –Em 10 de setembro, o acelerador de partículas mais poderoso do mundo, o LHC, em Genebra, é ligado pela manhã e começa as atividades. Dentro dele, faixas de prótons começam a se chocar, reproduzindo o estado do cosmos logo após o Big Bang. Nos dias subsequentes o mundo conheceu mais um boato apocalíptico. O experimento teria resultado na formação de mini-buracos negros capazes de engolir tudo: o acelerador, os pesquisadores, a Suíça, a Europa e o mundo inteiro. Uma fake news colossal, que tomou proporções enormes nas redes sociais. Tanto que a própria Nasa, a agência espacial norte-americana, publicou uma matéria em seu site um mês depois, com o título “O dia em que o mundo não acabou”.

Calendário maia causou toda a polêmica do fim do mundo (Foto: Reprodução)Calendário maia causou toda a polêmica do fim do mundo (Foto: Reprodução)

Calendário maia causou toda a polêmica do fim do mundo (Foto: Reprodução)

2012 – Com base numa interpretação do calendário maia e das teorias propostas por alguns escritores da New Age (sobretudo o guru Terence McKenna), muitas pessoas começaram a indicar que o apocalipse chegaria no dia 21 de dezembro de 2012. O negócio ficou tão sério, que até Hollywood decidiu lucrar em cima, com o blockbuster “2012”, do diretor alemão Roland Emmerich. A película foi lançada em 2009 e foi um sucesso de público, chegando a uma receita de US$ 769 milhões.

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Luciana Bento

Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou sobre a “séria escassez” de novos antibióticos para combater bactérias cada vez mais resistentes, e defendeu redobrar os investimentos diante desta “crescente ameaça” à saúde mundial.

No total, a OMS registrou 51 novos antibióticos em fase de desenvolvimento clínico para combater os chamados agentes patógenos prioritários, a tuberculose e a infecção diarreica atribuída ao Clostridium difficile.

Mas há apenas oito tratamentos “inovadores” capazes de reforçar o “arsenal” existente, destaca o comunicado.

Além da tuberculose resistente, que a cada ano mata 250 mil pessoas no planeta, a OMS publicou em fevereiro uma lista de 12 famílias de “superbactérias”, contra as quais considera urgente desenvolver novos medicamentos, a exemplo de enterobactérias como Klebsiella e E.coli.

Algumas destas famílias provocam infecções comuns, como pneumonia e do trato urinário.

“A resistência antimicrobiana é uma emergência de saúde global”, declarou o diretor-geral da OMS, Adhanom Ghebreyesus.

“Há uma necessidade urgente de um maior investimento em pesquisa e desenvolvimento de antibióticos (…), do contrário voltaremos ao passado, quando as pessoas temiam infecções comuns e a vida estava em risco até em simples cirurgias”, advertiu.

Apenas para a tuberculose, a OMS avalia a necessidade de investimentos superiores a 800 milhões de dólares anuais na pesquisa de novos medicamentos.

A OMS adverte, ainda, que há “muito poucas” soluções orais de antibióticos em desenvolvimento, quando são “essenciais para tratar infecções fora dos hospitais”.

As bactérias resistentes aos antibióticos poderão matar até 10 milhões de pessoas por ano até 2050, um número equivalente ao do câncer, segundo um grupo de especialistas internacionais formado em 2014 no Reino Unido.

Presidido pelo economista Jim O’Neill, o grupo estima que o fenômeno causa atualmente 700 mil mortes por ano.

A OMS adverte que não se trata apenas de novos antibióticos, mas também de se melhorar a prevenção de doenças e promover o bom uso dos tratamentos existentes e futuros, tanto entre os pacientes como para animais e na agricultura.

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Luciana Bento
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