Voluntários percorreram ruas de bairros de Nova Friburgo, RJ, neste domingo (21) (Foto: Divulgação/Cruz Vermelha)Voluntários percorreram ruas de bairros de Nova Friburgo, RJ, neste domingo (21) (Foto: Divulgação/Cruz Vermelha)

Voluntários percorreram ruas de bairros de Nova Friburgo, RJ, neste domingo (21) (Foto: Divulgação/Cruz Vermelha)

A Cruz Vermelha de Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio, distribuiu 305 vidros de repelentes para famílias dos bairros São Geraldo, Amparo e Maria Teresa neste domingo (21). O objetivo é ajudar na prevenção contra a febre amarela.

Segundo Luiz Claudio Rosa, coordenador do órgão, cerca de 40 voluntários participaram da ação. Ao longo da semana, 520 famílias já foram atendidas.

Ainda de acordo com Luis Cláudio, também foram distribuidos panfletos informativos sobre os riscos da doença.

Febre amarela: tudo o que você precisa saber

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Segundo a Prefeitura, o paciente deu entrada na UPA, chegou a ficar internado no Hospital Municipal Raul Sertã e foi transferido na última terça-feira (16) para o Rio. A doença foi confirmada através do exame de sorologia realizado pela Fiocruz.

Entenda como ocorre a infecção e quais são os sintomas da febre amarela (Foto: Alexandre Mauro/Editoria de Arte G1)Entenda como ocorre a infecção e quais são os sintomas da febre amarela (Foto: Alexandre Mauro/Editoria de Arte G1)

Entenda como ocorre a infecção e quais são os sintomas da febre amarela (Foto: Alexandre Mauro/Editoria de Arte G1)

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Luciana Bento

Instituição tem verba para manter subsistência por seis meses (Foto: Carlos Santos/G1)Instituição tem verba para manter subsistência por seis meses (Foto: Carlos Santos/G1)

Instituição tem verba para manter subsistência por seis meses (Foto: Carlos Santos/G1)

Com satélite de monitoramento de floresta Amazônia 1 e a previsão do tempo ameaçados pela falta de recursos, o orçamento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) será em 2018 o menor em pelo menos dez anos. Neste ano o instituto recebeu repasse de R$ 40,6 milhões, e segundo o diretor, Ricardo Galvão, o valor cobre apenas o pagamento das contas de subsistência, como o pagamento de servidores, contas de energia e telefone e contratos já fechados.

O levantamento das receitas do Inpe na última década foi feito a pedido do G1 (veja gráfico abaixo). Em 2017, o instituto que fica em São José dos Campos (SP) teve queda de R$ 53 milhões no investimento, um corte de 44% em relação ao ano anterior.

A redução veio no ano em que o Inpe havia pedido a troca do Tupã – o supercomputador que mantém o serviço de previsão do tempo ativo em todo o país. O equipamento chegou a parar de funcionar por dois dias no último mês de novembro. Sem dinheiro para substituição, o equipamento vai ser reparado paliativamente.

Um outro alerta é para o risco de perder o investimento de R$ 280 milhões no Amazônia I. O satélite que seria o primeiro completamente brasileiro foi anunciado em 2009 para ser lançado em 2011, mas sofreu adiamentos por causa de crises orçamentárias.

Segundo Galvão, a data limite para o lançamento é 2019, caso contrário, todo investimento feito pode ser perdido. “Os componentes têm validade e não podem esperar por mais tempo. Eles começam a apresentar falha e aí teríamos que começar trocas e o satélite todo ficaria comprometido. O investimento seria perdido sem o lançamento”, lamentou.

O lançamento custa em média R$ 120 milhões e deveria ter sido licitado no ano passado, porque são necessários dois anos para adaptação ao foguete contratado para o lançamento. Por causa do corte, o certame não foi aberto e permanece suspenso, sem previsão.

O satélite atuaria no combate aos desmatamentos ilegais e queimadas. O equipamento é necessário para a modernização do serviço, que já feito pelo Inpe há 20 anos.

“Acho que a ciência e tecnologia não está tendo a atenção que deveria ter. O governo não sabe dar a prioridade necessária para nós”, avaliou Galvão.

O órgão aguarda, com expectativa, uma fatia adicional ao orçamento. O valor vem da Agência Espacial Brasileira (AEB) – no último ano o repasse foi de pouco mais de R$ 20 milhões. Ainda não há previsão de quanto ou quando ele deve ser feito neste ano.

Dos R$ 40,6 milhões liberados pelo Ministério do Planejamento ao Inpe, uma fatia de R$ 22,6 milhões é ‘carimbada’ para os custeios de subsistência. Apenas com esse recurso, o local manteria as atividades por mais seis meses.

Série de investimentos do Governo Federal na última década

Fonte: Inpe

Segundo Galvão, a saída para a falta de dinheiro vai ser readequar os contratos de limpeza, segurança e, mais uma vez, suspender obras de manutenção e projetos.

“A nossa linha de trabalho é congela, corta e tenta manter. Paramos novos projetos de produção de tecnologia. Diminuímos nossos contratos de serviços e mantemos o equilíbrio do orçamento. A esperança é de que novos investimentos venham até o fim ano”, disse.

Amazônia 1 teve investimento de R$ 280 milhões e está em risco, segundo diretor (Foto: Divulgação/Inpe)Amazônia 1 teve investimento de R$ 280 milhões e está em risco, segundo diretor (Foto: Divulgação/Inpe)

Amazônia 1 teve investimento de R$ 280 milhões e está em risco, segundo diretor (Foto: Divulgação/Inpe)

Supercomputador Tupã vai passar por reparos a partir de março (Foto: Reprodução/TV Globo)Supercomputador Tupã vai passar por reparos a partir de março (Foto: Reprodução/TV Globo)

Supercomputador Tupã vai passar por reparos a partir de março (Foto: Reprodução/TV Globo)

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTIC), responsável pelo Inpe, informou por nota que atua junto aos ministérios do Planejamento e Fazenda para garantir a continuidade das atividades ligadas à pasta. Apesar disso, não comentou o risco de perder os investimentos do Amazônia 1.

“O MCTIC está atuando junto aos Ministérios da Fazenda e do Planejamento pela garantia de recursos em 2018 para o cumprimento das atividades de órgãos vinculados à pasta. O Ministério ressalta o papel da pesquisa científica, imprescindível para o desenvolvimento econômico e social de qualquer país, como demonstra a história”, diz a nota.

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Luciana Bento

Cientistas dizem que o mundo poderia ser mais seguro com o starlite (Foto: BBC)Cientistas dizem que o mundo poderia ser mais seguro com o starlite (Foto: BBC)

Cientistas dizem que o mundo poderia ser mais seguro com o starlite (Foto: BBC)

Uma invenção revolucionária que poderia deixar o mundo mais seguro. Assim foi definido o starlite, material resistente ao fogo e altas temperaturas, cuja fórmula é desconhecida.

O material foi criado pelo britânico Maurice Ward, um ex-cabelereiro apaixonado por ciência, que deu os primeiros passos para concepção da invenção em meados dos anos 1980.

Tudo começou após uma tentativa mal sucedida de Ward de produzir capôs de plástico para a empresa Citröen. As peças foram trituradas e depositadas em uma lata de lixo até 1985, quando um avião pegou fogo após a decolagem, em Manchester, na Inglaterra, matando dezenas de pessoas.

O acidente chamou a atenção de Ward, que se propôs a criar um material capaz de resistir a altas temperaturas.

Ward começou a fazer experimentos misturando e fundindo o material que tinha sido descartado como sucata. Testou diferentes fórmulas e foi descartando as que não davam certo.

Assim, obteve um material que, ao ser aquecido com um maçarico, resistiu a uma temperatura de 2.500 °C. E, o que é ainda mais impressionante, se manteve frio ao toque.

Em 1990, a invenção chegou à televisão. No programa da BBC Tomorrow’s World, o apresentador Peter McCann colocou um ovo coberto com starlite sob a chama de um maçarico.

O material não emitiu nenhuma fumaça tóxica, e o ovo tampouco cozinhou – ao ser quebrado, estava cru. Isso ocorreu porque o starlite isolou o ovo do calor do fogo.

Outros testes mais sofisticados e rigorosos confirmaram o potencial da invenção.

O Departamento de Armas Atômicas do Reino Unido revestiu um ovo e o submeteu a uma simulação de radiações nucleares, com uma temperatura equivalente a 10.000 °C. Os resultados foram impressionantes. Enquanto muitos materiais evaporam ao passar de 2.000 °C, o starlite se manteve intacto.

Em 1991, uma amostra do material foi submetida a um ataque atômico, em uma área de testes nucleares, no Novo México, nos Estados Unidos. Outro teste, realizado no Reino Unido, mostra que o starlite resistiu a uma força equivalente a 75 bombas de Hiroshima.

Os resultados despertaram o interesse da Nasa, agência espacial americana, e de empresas como a British Aeroespace e Boeing. Mas nenhuma negociação para comercializar a fórmula rendeu frutos.

Relatos da época indicam que Ward impunha condições excessivas para negociar o starlite – o inventor queria, por exemplo, manter 51% da propriedade.

Além disso, exigia que quem quisesse se tornar seu sócio assinasse um acordo se comprometendo a não plagiar a fórmula, nem tentar descobri-la a partir do exame do material e seus componentes.

Desta forma, Ward morreu em 2011 sem ter comercializado ou patenteado sua descoberta.

Na época, ele dizia que, além dele, um membro de sua família conhecia a fórmula do startlite.

Até hoje, a identidade desta pessoa é desconhecida – mas não são poucas as empresas que o procuram.

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Luciana Bento

As filas, os casos e as mortes por febre amarela estão longe de ser um problema dos dias atuais. O Brasil convive há séculos com a doença: o primeiro caso do qual se tem conhecimento ocorreu em Pernambuco, no ano de 1685, com um surto de 10 anos.

Na mesma década, a doença chegou à Bahia: o número de doentes foi calculado em 25 mil e o de mortos, em 900.

O frei Diego Lopez de Cogolludo foi um dos primeiros a fazer um relato detalhado da doença no Brasil. No trecho abaixo, ele descreve a remissão da doença.

“Na maioria, no terceiro dia, a febre parecia ceder totalmente; diziam que já não sentiam dor alguma, cessava o delírio, conversavam com juízo, porém não podiam comer nem beber coisa alguma, e assim duravam outro ou outros dias e, dizendo que estavam bons, expiravam”.

A primeira necropsia de morte por febre amarela também é do século XVII. Realizada em 1692, em alto mar, ficou registrada a “podridão no fígado” — em consonância com a hepatite, um dos sintomas graves da doença hoje conhecidos.

O que sabemos hoje sobre a febre amarela — o seu ciclo urbano, e o silvestre — e o fato de ela ser transmitida por mosquito também é uma conquista histórica: antigamente, havia um debate sobre se a febre amarela era transmitida entre pessoas e havia intensas campanhas de higienização na tentativa de controlar a transmissão.

Também houve quem acreditasse que a doença surgia por “geração espontânea” no Brasil nos navios que chevam aqui. Faziam-se queimadas com ervas para tentar prevenir a doença.

“As casas em que tivesse havido mortos seriam caiadas de nôvo, lançando-se ao mesmo tempo cal virgem pelo chão e água por cima e, à noite, de portas fechadas, queimar-se-iam defumadores,sob pena de multa de dez tostões, dobradas nas reincidências”, relata o historiador Odair Franco, em livro sobre a história da febre amarela, em 1969.

Entre os tratamentos, estavam as sangrias, que tinham várias aplicações na época, mas também foram usadas para a febre amarela.

Depois desse primeiro surto no século XVII, a doença ficou “desaparecida por 150 anos, quando fez um retorno em meados de 1850. Foi nessa época, com os estudos do médico Carlos Finlay, que se chegou à constatação de que havia um mosquito no ciclo de transmissão da doença. Mas o percurso não foi fácil até aqui.

A descoberta de que o mosquito fazia parte da transmissão

Um relatório foi apresentado em Congresso Pan-Americano em Cuba, no final do século XIX, em que foi divulgado que o pernilongo do gênero culex seriam um dos vetores e que “a propagação da febre amarela pode ser eficazmente reduzida pelos meios destinados à destruição do mosquito e à proteção dos enfermos contra a picada deste”.

Em 1901, o famoso médico brasileiro Emílio Ribas, então Diretor do Serviço Sanitário, escreveu o primeiro trabalho sobre o assunto no Brasil: ”O mosquito considerado como agente da propagação da febre-amarela” descrevia, ainda, ser preciso “evitar águas estagnadas”.

Também o bacterologista Oswaldo Cruz, que hoje dà nome à instituição que produz vacina da febre amarela e produz estudos importantes sobre doenças, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), colocou em curso importantes ações para a prevenção da doença.

Dentre o combate ao vetor causador, as ações incluíam, ainda, multas a propriedades “insalubres” , com indicações para demolições ou reforma.

O macaco no ciclo de transmissão

Em 1927, na África Ocidental Francesa, pesquisadores da Fundação Rockefeller provaram que o Macacus rhesus é suscetível à febre-amarela. Com isso, chegaram à hipótese de que a infecção foi transmitida do homem ao macaco e do macaco ao homem por meio da picada de mosquitos alimentados em animais ou humanos doentes.

Durante muito tempo, a febre amarela era considerada uma doença urbana. A primeira forma silvestre foi identificada em 1898, no interior de São Paulo, por Adolpho Lutz.

Nos anos 30, essa forma da doença apareceu na Bahia, Amazonas, Pará, Mato Grosso e depois em Goiás, Minas Gerais e em São Paulo. E 1938, ficou demonstrado que os mosquitos silvestres Haemagogus e o Aedes leucocelaenus também eram vetores.

A primeira tentativa de vacina foi feita com a Fundação Rockefeller nos anos 1920, no Equador. O bacteriologista japonês Hideyo Noguchi fez o imunizante com base de que a doença fosse causada por uma bactéria. Os estudos não vingaram, entretanto.

Mais tarde, cientistas do Instituto Pasteur desenvolveram uma vacina conjunta para imunizar contra a febre amarela e varíola, mas efeitos colaterais eram um problema para o uso expandido.

A fundação Rockfeller também testou versões do vírus atenuada, mas que dependiam de soro humano, não disponível. Só em 1937 uma mutação em uma das cepas possibilitou a produção de um vírus atenuado. Em testes no Brasil, estima-se que um milhão de pessoas foram vacinadas até 1939, sem complicações.

Também foi com o dinheiro de Rockefeller que, na década de 1940, montou-se o laboratório para fabricar a vacina contra febre amarela. É o laboratório de Biomanguinhos, na Fiocruz, que produz a vacina até hoje.

Com a chegada da vacina, o último ciclo urbano da doença ocorreu em 1942, com o Brasil enfrentando alguns surtos de febre amarela silvestre desde então. Segundo o Ministério da Saúde, no período de 1980 a 2004, foram confirmados 662 casos de febre amarela silvestre, com ocorrência de 339 óbitos, representando uma taxa de letalidade de 51% no período.

Com a chegada do Aedes Aegypti em áreas urbanas nos anos 1970, campanhas constantes de imunização e ações para conter a transmissão têm sido realizadas para que o período mais sombrio da febre amarela, com mais óbitos, não retorno.

As informações são da Fiocruz, Ministério da Saúde, Departamento de Educação da Universidade Estadual Paulista (Unesp), “História da Febre Amarela no Brasil”, obra do Dr. Odair Franco, de 1969; e “Febre Amarela: a doença e a vacina, uma história inacabada”, obra com coordenação do historiador Jaime Larry Benchimol (Editora Fiocruz). As imagens foram cedidas pelo Acervo Casa de Oswaldo Cruz.

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Luciana Bento
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