Um anticorpo “três em um” criado em laboratório foi eficiente no combate ao vírus HIV em macacos. O avanço é importante para criação de uma futura vacina contra a doença, e o estudo foi publicado nesta quarta-feira (20), na revista científica “Science”.

Os resultados são uma parceria entre os Institutos Nacionais de Saúde (NIH, sigla em inglês) e o laboratório Sanofi Pasteur, com liderança dos pesquisadores Ling Xu, John R. Mascola e Gary J. Nabel. As três pontas de ligação do novo anticorpo ao vírus são baseadas em três anticorpos únicos que neutralizam poderosamente cepas do HIV de forma individual.

Os cientistas testaram dezenas de combinações em laboratório para encontrar uma melhor resposta. Para fazer a “união”, foi usada tecnologia de propriedade da Sanofi. Depois das pesquisas, chegou-se à conclusão de que a junção entre os anticorpos VRC01, PGDM1400 e 10E8v4 era a mais eficiente.

O “três em um” foi inserido em oito macacos, sendo que outros outros 16 receberam outros anticorpos (VRC01 e PGDM1400). Depois de cinco dias, os animais foram expostos a duas cepas do vírus HIV. Nenhum dos que receberam o novo anticorpo foi infectado.

A partir de agora, o laboratório e o instituto pretendem avançar as pesquisas e entrar na 1ª fase de testes em seres humanos.

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Luciana Bento

A lei da gravitação universal, formulada por Newton em 1687, foi usada para elaborar a hipótese de que Vulcano orbitava próximo a Mercúrio (Foto: Nasa)A lei da gravitação universal, formulada por Newton em 1687, foi usada para elaborar a hipótese de que Vulcano orbitava próximo a Mercúrio (Foto: Nasa)

A lei da gravitação universal, formulada por Newton em 1687, foi usada para elaborar a hipótese de que Vulcano orbitava próximo a Mercúrio (Foto: Nasa)

Por mais de meio século, cálculos de renomados cientistas apontaram para a existência de um planeta na órbita entre Mercúrio e o Sol — que jamais foi localizado.

Apesar de até ter recebido um nome — Vulcano –, o “planeta escondido” permaneceu sendo um dos mais desconcertantes fenômenos do Sistema Solar. Procurado por 56 anos, tornou-se um planeta hipotético, até que o físico alemão Albert Einstein o “expulsou” do céu com sua Teoria da Relatividade.

“É um planeta, ou se preferir, um grupo de planetas menores que circulam na proximidade da órbita de Mercúrio”, propôs em 1859 Urbain Joseph Le Verrier, o mais famoso astrônomo do mundo à época e diretor do Observatório de Paris. Ele dizia que só um planeta “seria capaz de produzir a perturbação anômala sentida por Mercúrio”.

Le Verrier não foi o primeiro a suspeitar da presença do planeta escondido. Anos antes, em 1846, um diagrama do Sistema Solar elaborado para escolas e academias já indicava a presença de Vulcano. Ele constava numa litografia feita por E. Jones & G.W. Newman, de Nova York, nos EUA.

Mas foi a sólida reputação de Le Verrier que deu peso à hipótese sobre a existência de Vulcano.

Litografia feita por E. Jones & G.W. Newman em 1846 já exibia Vulcano na reprodução do Sistema Solar. (Foto: Biblioteca do Congresso dos EUA)Litografia feita por E. Jones & G.W. Newman em 1846 já exibia Vulcano na reprodução do Sistema Solar. (Foto: Biblioteca do Congresso dos EUA)

Litografia feita por E. Jones & G.W. Newman em 1846 já exibia Vulcano na reprodução do Sistema Solar. (Foto: Biblioteca do Congresso dos EUA)

Treze anos antes de indicar a existência de Vulcano, La Verrier já havia apresentado à academia francesa a proposta de que um planeta perturbava a órbita de Urano.

Enviou uma carta a Johann Galle, do Observatório de Berlim, que, ao recebê-la, em 23 de setembro de 1846, imediatamente se dedicou a encontrar o planeta até então desconhecido. Era Netuno.

La Vierrier apontou para sua existência através de cálculos matemáticos.

Assim como Mercúrio, Urano também mostrava uma pequena discrepância em sua órbita que não podia ser explicada pela força da gravidade dos outros planetas e do Sol.

No entanto, a partir da lei da gravitação universal – formulada por Isaac Newton em 1687 – e supondo a presença e o movimento de um corpo celestial mais distante do que Urano, La Vierrier conseguiu não só descobrir um novo planeta como também se consagrou na posição de “astro” da ciência.

Para resolver a incógnita de Mercúrio, cujo periélio (o ponto em que um planeta se encontra mais próximo do Sol) parecia mudar ligeiramente a cada órbita, Le Verrier seguiu o mesmo método usado anteriormente.

Ao calcular a influência da atração gravitacional de Vênus, Terra, Marte e Júpiter, suas previsões sobre a órbita de Mercúrio pareciam estar sempre ligeiramente erradas.

Mercúrio nunca estava onde indicavam as projeções, baseadas nos conhecimentos da época. A solução para o enigma deveria ser, como aconteceu no caso de Urano, a presença de um outro planeta, no caso, Vulcano.

Só faltava encontrá-lo para provar sua existência.

Um passo promissor veio quando Edmond Modeste Lescarbault, um médico aficionado por astronomia, observou com seu telescópio um ponto preto que passava diante do Sol. Ele anotou o tamanho, velocidade e duração do deslocamento.

Vulcano, nome dado ao planeta hipotético, é o deus romano do fogo (Foto: Wellcome Images)Vulcano, nome dado ao planeta hipotético, é o deus romano do fogo (Foto: Wellcome Images)

Vulcano, nome dado ao planeta hipotético, é o deus romano do fogo (Foto: Wellcome Images)

Meses depois, após ler sobre o hipotético planeta de Le Verrier, enviou-lhe uma carta com todos os detalhes. O famoso astrônomo foi visitá-lo, verificou o equipamento e as notas do médico e anunciou com entusiasmo a descoberta de Vulcano, no início da década de 1860.

No entanto, ainda era necessária a confirmação de um especialista independente – e o novo planeta era extremamente difícil de detectar.

Vulcano parecia ser um dos últimos enigmas do Sistema Solar e tornou-se um dos corpos celestes mais procurados da astronomia.

Ao longo dos anos, astrônomos – profissionais e amadores – anunciaram ter avistado Vulcano. Mas a existência do planeta foi confirmada e negada várias vezes. A mídia divulgou a notícia de sua presença mais de uma vez e a especulação persistiu até o século 20.

Mais precisamente até novembro de 1915.

A busca por Vulcano teve seu fim na Academia Prussiana de Ciências quando Albert Einstein bagunçou a visão corrente sobre o Universo com sua Teoria da Relatividade.

Pouco antes de apresentar a teoria, Einstein usou-a para explicar a discrepância na órbita de Mercúrio.

“Einstein não só disse: meus cálculos são melhores. Ele disse: ‘Precisam mudar completamente a ideia que têm das características da realidade”, explicou, à revista National Geographic, Thomas Levenson, professor do MIT, nos EUA, e autor do livro The Hunt for Vulcan (A Calçada por Vulcano, sem tradução em português).

O cerne da Teoria da Relatividade de Einstein é que o espaço e o tempo não são estáticos. Para justificar quão peculiar é a órbita de Mercúrio, Einstein argumenta que um objeto maciço, no caso o Sol, foi capaz de dobrar o espaço e o tempo e ainda alterar o caminho da luz, de modo que um raio, quando passa próximo ao Sol, viaja por um caminho curvo.

Com seus cálculos, Einstein demonstrou que a relatividade geral predizia a diferença observada no periélio mercuriano.

“Negar a existência de Vulcano foi central para Einstein, porque mostrou que essa ideia estranha e radicalmente nova dele de que espaço e tempo fluem é realmente o caminho certo para ver o Universo”, disse Levenson.

Mercúrio, de acordo com a teoria de Einstein, não estava tendo a órbita alterada por nenhum outro objeto. Simplesmente, ele se moveu por um espaço-tempo distorcido.

Assim, “Vulcano foi expulso do céu astronômico para sempre”, escreveu o autor Isaac Asimov em seu ensaio científico O Planeta Que Não Era, de 1975.

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Luciana Bento

O nosso organismo acumula uma gordura boa e outra ruim. A boa gordura (marrom) ajuda a queimar calorias e está associada à habilidade do corpo de produzir calor; já a “ruim” (branca), contribui para o acúmulo de calorias — o que leva ao ganho de peso, à obesidade e a problemas associados, como o aumento da prevalência de condições como diabetes e hipertensão.

Desde a distinção entre essas duas gorduras, a ciência tenta identificar uma maneira de aumentar a produção de gordura boa. Uma possível contribuição nessas empreitadas é a da Washington University School of Medicine, nos Estados Unidos, que “encontrou” uma maneira de converter a gordura ruim em marrom em camundongos. O método foi publicado nesta terça-feira (19) na “Cell Reports”.

Pesquisadores demonstraram que o bloqueio da atividade de uma proteína específica na gordura branca a transformou em gordura bege, um tipo de gordura entre a branca e a marrom.

Nos camundongos em que a proteína ‘PexRAP’ foi bloqueada, não houve mais sua produção nas células de gordura. Essas cobaias também se tornaram mais magras que as demais, mesmo quando comiam a mesma quantidade de alimento que outros ratos. Ainda, cobaias que tiveram sua gordura modificada queimaram mais calorias.

O processo também fez com que as células de gordura aquecessem e, com isso, queimassem calorias. Segundo os pesquisadores, mesmo que a gordura branca não tivesse se transformado inteiramente em marrom, a bege também contribui para que o corpo queime mais calorias.

“Ao visar a gordura branca, podemos converter gorduras ruins em um tipo de gordura que combata o ganho de peso”, detalha Lodhi.

Lodhi e equipe esperam que algum tipo de terapia possa ser desenvolvida com base no que foi feito em laboratório: a ideia é que um medicamento seja capaz de bloquear uma proteína da gordura branca em seres humanos com segurança.

Frio influencia produção de gordura boa

Em uma outra etapa da pesquisa, camundongos foram colocados em um ambiente frio e os níveis de proteína bloqueada também diminuíram dentro da gordura branca — o que permitiu que a gordura tivesse um aspecto que a deixasse mais próxima da gordura marrom.

A gordura branca é encontrada na barriga, quadris e coxas. Já a marrom, está localizada perto do pescoço e dos ombros.

Essas diferenciações entre os diferentes tipos de gordura são relativamente recentes na ciência: a gordura marrom foi descrita primeiramente em artigo do “New England Journal of Medicine” em 2009; já a bege, foi apresentada em 2015.

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Luciana Bento

As pessoas infectadas com o vírus da imunodeficiência humana que fumam são muito mais propensas a morrer de câncer de pulmão do que pelo HIV, disseram pesquisadores nesta segunda-feira (18).

“Ter HIV e usar tabaco podem, juntos, acelerar o desenvolvimento do câncer de pulmão”, advertiu um estudo publicado na revista “Journal of the American Medical Association (JAMA) Internal Medicine”.

Fumar reduz a expectativa de vida entre as pessoas que vivem com HIV e que recebem terapia antirretroviral para manter sua doença controlada — mais do que o próprio HIV, acrescentou.

As conclusões são particularmente preocupantes porque fumar é muito comum entre pessoas com HIV. A prevalência de fumantes neste grupo nos Estados Unidos é de 40%, cerca do dobro do que no resto da população americana.

“O tabagismo e o HIV são uma combinação especialmente ruim quando se trata de câncer de pulmão”, disse o autor principal do estudo, Krishna Reddy, médico no Hospital Geral de Massachusetts, em Boston.

“As taxas de tabagismo são extraordinariamente altas entre as pessoas com HIV, e tanto o tabagismo como o HIV aumentam o risco de câncer de pulmão”.

Quase 25% das pessoas que aderem bem aos medicamentos anti-HIV, mas continuam fumando morrerão de câncer de pulmão, de acordo com o estudo.

As pessoas com HIV que tomam medicamentos antivirais e fumam têm entre seis e 13 vezes mais probabilidades de morrer de câncer de pulmão do que de HIV/aids, acrescentou.

Mas há esperança para aqueles que conseguem parar.

Apenas cerca de 6% dos fumantes que abandonaram o cigarro aos 40 anos morrerão de câncer de pulmão, de acordo com o estudo, que é baseado em projeções usando um modelo de computador.

“Parar de fumar é uma das coisas mais importantes que as pessoas com HIV podem fazer para melhorar sua saúde e viver mais tempo”, disse o coautor Travis Baggett, também do Hospital Geral de Massachusetts.

Cerca de 60 mil das 644,2 mil pessoas com entre 20 e 64 anos vivendo com HIV e recebendo cuidados devem morrer de câncer de pulmão até os 80 anos se os hábitos de tabagismo não mudarem.

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Luciana Bento
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