Especialistas explicam a relação entre lúpus e fibromialgia

Especialistas explicam a relação entre lúpus e fibromialgia

Duas estrelas do pop anunciaram que estavam com duas doenças nos últimos dias. Lady Gaga cancelou o show no Rock in Rio e a turnê pela Europa por causa da fibromialgia. Já Selena Gomez, postou uma foto do transplante de rim por causa do Lúpus. Você sabe o que são essas duas condições? O Bem Estar conversou com especialistas para falar de sintomas e tratamentos.

A fibromialgia é uma doença que aumenta a sensibilidade à dor através de nervos – é como se o paciente tivesse mais nervos mandando informação de dor para o cérebro. No Bem Estar desta segunda-feira (18), o neurologista Daniel Ciampi e a reumatologista Emília Sato explicaram que, apesar de não ter cura, a doença tem tratamento, com medicamentos e também atividade física.

Antigamente, achava-se que as pessoas com fibromialgia tinham um problema nos músculos, mas hoje se sabe que quem sofre dessa síndrome tem uma alteração no processamento da informação da dor na medula e no cérebro. Por isso, sentem a dor de uma forma muito mais intensa e por muito tempo. A síndrome pode estar sozinha ou relacionada com outras doenças.

Conheça os sintomas da fibromialgia

Conheça os sintomas da fibromialgia

Entre os sintomas da fibromialgia estão: dor, cansaço que não melhora com repouso, ansiedade e sono não reparador. A dor é difusa, espalhada pelo corpo, que hora está em um lugar, hora no outro. Quem tem a síndrome tem muita dificuldade em discriminar a dor. O neurologista explica que, na maioria das vezes, a dor está na região da cintura pélvica, num lado do ombro, no dorso e na lombar.

Os tratamentos para a fibromialgia são: atividade física, alguns antidepressivos, alguns anticonvulsivantes e ansiolíticos. A atividade física melhora a atenção, a pessoa entende mais a dor e adere melhor ao tratamento – o sono fica mais reparador, a musculatura fica mais solta e a dor diminui.

Paciente muda de vida depois de ser diagnosticada com lúpus

Paciente muda de vida depois de ser diagnosticada com lúpus

Lúpus é uma doença inflamatória crônica de origem autoimune. Ele pode ocorrer em pessoas de qualquer idade, raça e sexo, mas as mulheres são muito mais acometidas. Os sintomas podem surgir em diversos órgãos de forma lenta e progressiva (meses) ou mais rapidamente (semanas) e variam com fases de atividade e de remissão. Os tipos principais são: cutâneo, que se manifesta apenas com manchas na pele, e o sistêmico, que um ou mais órgãos internos são acometidos.

Apesar de ser uma doença crônica, o lúpus tem tratamento e na maioria dos casos a pessoa tem uma vida com boa qualidade. Não existe remédio que leve à cura, mas se o paciente for acompanhado pelo médico, tiver hábitos saudáveis e alguns cuidados, pode viver bem.

Lúpus é uma doença autoimune

Lúpus é uma doença autoimune

Pessoas com lúpus precisam tomar alguns cuidados. Evitar se expor ao sol (sempre usar protetor), evitar uso de anticoncepcional à base de estrógeno, ter uma dieta saudável, fazer atividade física, não fumar e fazer acompanhamento médico.

Alguns sintomas são gerais, como febre, emagrecimento, perda de apetite, fraqueza e desânimo. Outros, específicos de cada órgão, como dor nas juntas, manchas na pele, inflamação da pleura, hipertensão e/ou problemas nos rins.

Embora a causa do Lúpus não seja conhecida, sabe-se que fatores genéticos, hormonais e ambientais participam do seu desenvolvimento.

Fortes dores causadas pela fibromialgia tiram Lady Gaga do Rock in Rio

Fortes dores causadas pela fibromialgia tiram Lady Gaga do Rock in Rio

Reveja o programa desta segunda:

Bem Estar - Edição de segunda-feira, 18/09/2017

Bem Estar – Edição de segunda-feira, 18/09/2017

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Luciana Bento

Projeto que envolveu 17 países investigou Saturno e seus belos anéis  (Foto: Nasa/JPL)Projeto que envolveu 17 países investigou Saturno e seus belos anéis  (Foto: Nasa/JPL)

Projeto que envolveu 17 países investigou Saturno e seus belos anéis (Foto: Nasa/JPL)

A sonda Cassini, projeto da Nasa que investigou Saturno, fez nesta sexta-feira (15) seu último mergulho em direção ao planeta após duas décadas de seu lançamento. Com 17 países envolvidos no projeto e um investimento de US$ 3,26 bilhões, a missão juntou milhares de dados importantes sobre o 6º planeta do Sistema Solar.

“Cassini é agora parte do planeta que estudou”, tuitou a Nasa, após receber o último sinal emitido pela sonda. “Obrigado pela ciência”.

O último sinal da missão foi recebido às 07h55 ET ( 08h55, em Brasília). A entrada ‘autodestrutiva’ foi feita com Cassini chegando ao ponto mais próximo de Saturno. Depois, a sonda queimou na atmosfera por conta do atrito em evento que a Nasa batizou de ‘Grand Finale’.

A destruição de Cassini foi programada porque, segundo a Nasa, o foguete estava começando a ficar sem combustível e essa essa situação acabaria por impedir que operadores controlassem o curso da nave. Assim, mantê-la em órbita nessa situação passou a ficar cada vez mais difícil, o que poderia gerar uma colisão sem controle.

“Uma colisão da Cassini em um ambiente propício para a vida poderia ser catastrófico caso já exista algum tipo de vida em desenvolvimento”, destaca o astrônomo Cássio Barbosa, no Observatório.

De qualquer modo, destaca Barbosa, o legado científico da Cassini é ‘fantástico’ e, mesmo com o fim da missão, estima-se que durante uns 10 anos ainda teremos resultados sendo publicados baseados em seus dados.

Ao todo, a sonda termina sua operação após quase 300 órbitas em volta de Saturno. Na coletiva de imprensa após o término da missão, cientistas e engenheiros envolvidos no projeto informaram que os instrumentos da Cassini funcionaram até o último segundo possível.

“Por causa da imensa distância entre Saturno e a Terra, o último suspiro da Cassini ainda levou uns 80 minutos para chegar. Vimos o sinal das transmissões sumir, dar um breve retorno, para depois silenciar de vez”, relata Barbosa.

Foto enviada pela sonda Cassini de Saturno em 13 de setembro de 2017. Segundo a Nasa, imagem está entre as últimas enviadas pela nave.  (Foto: Nasa/JPL)Foto enviada pela sonda Cassini de Saturno em 13 de setembro de 2017. Segundo a Nasa, imagem está entre as últimas enviadas pela nave.  (Foto: Nasa/JPL)

Foto enviada pela sonda Cassini de Saturno em 13 de setembro de 2017. Segundo a Nasa, imagem está entre as últimas enviadas pela nave. (Foto: Nasa/JPL)

Desde o início do projeto, a Nasa tinha algumas metas principais: fazer mapas detalhados da gravidade e dos campos magnéticos do planeta, entender melhor do que são feitos os aneis de Saturno e fazer imagens do planeta, luas e seus aneis.

Durante as duas décadas em que a missão esteve ativa, a agência também conseguiu fazer descobertas importantes: os mares de metano líquido sobre a lua Titã e a existência de um vasto oceano de água salgada sobre a superfície glaciar da lua Encélado.

Lançamento foi feito em 1997

O desenvolvimento da Cassini começou na década de 80. O nome é uma homenagem ao astrônomo italiano Giovanni Domenico Cassini, que descobriu quatro satélites de Saturno e a divisão entre os aneis. Junto à sonda, foi acoplada a nave Huygens, que aterrissou na lua Titã, segunda maior de todo o Sistema Solar.

O lançamento ocorreu em 15 de outubro de 1997. Bill Clinton ainda era o presidente dos Estados Unidos.

A Cassini demorou sete anos até chegar no planeta no ano de 2004, em uma entrada precisa e inédita — a agência espacial está há 13 anos na região. A aterrissagem no solo da lua Titã ocorreu um ano depois com o desprendimento da Huygens, em 2005. Ao final dessa missão, a Nasa terá observado de perto quase meio ano de Saturno — por lá, um ano corresponde a 29 anos terrestres.

Missão Cassini (Foto: Roberta Jaworski/Arte G1)Missão Cassini (Foto: Roberta Jaworski/Arte G1)

Missão Cassini (Foto: Roberta Jaworski/Arte G1)

As luas que a Nasa descobriu

A Nasa chegou a uma contagem de 53 luas confirmadas do planeta — com mais nove em investigação.

Com as pesquisas da Cassini, os astrônomos chegaram à conclusão de que a lua Titã tem um dos mundos mais parecidos com a Terra. Ela tem raio de 2.575 km, é a segunda maior lua do Sistema Solar e registra temperaturas muito baixas. Mas é o único lugar já descoberto com líquido estável na superfície. O ciclo é similar ao da água, mas com metano.

Uma brasileira está na equipe da missão, a astrônoma Rosaly Lopes. Ela faz parte do time que pesquisa mais a fundo as luas de Saturno.

“A missão Cassini tem sido extraordinária. Estou estudando a geologia de Titã, seus vulcões, ou pelo menos o que nós achamos que são vulcões, já que não são ativos. Acabamos chamando de criovulcões: no lugar de sair lava, sai gelo e água”, disse Lopes.

Nesta terça-feira (12), a Cassini sobrevoou Titã pela última vez. Os engenheiros da missão vão usar as informações coletadas nesse encontro, que apelidaram de “beijo de despedida”.

“A missão da Cassini foi cheia de descobertas científicas, e isso continuará porque os instrumentos recolherão amostras da atmosfera de Saturno até o último segundo”, disse Linda Spilker, cientista de projeto no Jet Propulsion Laboratory (JPL) da Nasa, na Califórnia.

Água também foi encontrada em outra lua, a Encélado, que tem vapores que saem de sua superfície. A Cassini deu um rasante nestes “cânions” e sugou essas substâncias. Em abril deste ano, a Nasa confirmou também a presença de gás hidrogênio.

Nasa encerra missão Cassini, mais de 20 anos de pesquisas sobre Saturno

Nasa encerra missão Cassini, mais de 20 anos de pesquisas sobre Saturno

17 países e custo da missão

A missão é um empreendimento liderado pela Nasa, mas em conjunto com a Agência Espacial Europeia (ESA) e a Agência Espacial Italiana. As agências europeias construíram a sonda Huygens transportada por Cassini. Foram 17 países envolvidos no projeto.

A missão Cassini-Huygens custou US$ 3,26 bilhões. Os Estados Unidos contribuíram com US$ 2,6 bilhões, a ESA com US$ 500 milhões e a Itália com US$ 160 milhões.

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Luciana Bento

O que podemos aprender com os bebês? A média de QI das crianças aumentou de 70 para 100 nos últimos oitenta anos. O pediatra especialista em desenvolvimento e comportamento Livio Francisco da Silva Chaves explicou o que isso quer dizer no Bem Estar desta sexta-feira (15).

Os estímulos do meio ambiente mudaram o nosso QI. As crianças de hoje têm mais acesso à informação, uma melhora da alimentação (isto faz com que o cérebro tenha melhora na capacidade de aprendizagem) e o aumento da escolarização.

Existem algumas formas de estimular a criança. Por exemplo, quando o bebê ainda estiver na barriga, leia para ele, converse, demonstre afeto e ouça música. Leia, faça contato visual com a criança, tente torna-la o mais independente que ela conseguir. Brinque muito! A brincadeira usa linguagem corporal, social, visual, estimula a percepção da criança dentro do seu ambiente, o que favorece o desenvolvimento. Coloque a criança para fazer atividade física e estimule-a a aprender um instrumento musical.

Cada criança tem seu tempo
A tabela de Denver é uma das mais importantes usadas pelos pediatras para avaliar o desenvolvimento neuropsicomotor da criança de 0 a 6 anos. O pediatra explica que o tempo que uma criança tem para desenvolver uma habilidade varia muito, por isso os pais não devem comparar seus filhos com os outros e sim com eles mesmos.

Mas é importante ficar de olho e observar sempre o comportamento da criança para perceber se há algum atraso de aprendizado que deve ser relatado ao médico. Quanto mais cedo for detectada uma falha no desenvolvimento, mais rápida será a intervenção e a possibilidade de melhora da criança.

Porém, é importante reforçar que, em alguns casos, o atraso no aprendizado se deve à falta de estímulo e não a algum problema cognitivo ou neurológico da criança. Nestes casos, o pediatra também pode dar orientações para os pais estimulares os filhos a corrigirem estas falhas.

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Luciana Bento

A missão Cassini, depois de 20 anos no espaço e 13 anos em Saturno, finalmente acabou. Um fato triste, mas esperado e necessário.

 

A sonda foi exaurindo seu combustível, o que estava deixando a manutenção da órbita cada vez mais difícil. O sistema de Saturno, com o satélite Titã e várias luas, não é um local muito tranquilo para uma nave permanecer estável.

 

“Muita gente” puxa a nave em direções diferentes com intensidades diferentes. Com o fim da reserva de combustível, a nave não teria como controlar sua órbita e o risco dela cair no satélite Titã ou na lua Encélado seria muito grande.

 

 

 

Qual seria o problema de manter a Cassini ativa?

 

O satélite Titã tem lagos de metano líquido e pesquisas em astrobiologia mostram que metano líquido pode ser uma alternativa à água no que concerne a criação e desenvolvimento de vida. Além dos lagos de metano, descobriu-se que há grandes reservatórios de água no subsolo de Titã, assim como na lua Encélado.

 

Havendo água, as chances de haver vida são grandes. Uma colisão da Cassini em um ambiente propício para desenvolvimento de vida poderia ser catastrófico caso já exista algum tipo de vida em desenvolvimento.

 

A Cassini passou por um processo de esterilização severo, mas ninguém garante que foi 100% eficiente. Há alguns casos que deixam bem claro que o processo não é mesmo totalmente garantido.

 

Peças recuperadas da sonda Surveyor na Lua e trazidas de volta à Terra mostraram que colônias de microorganismos sobreviveram ao processo de esterilização e às condições inóspitas do espaço, tais como alta radiação e baixa temperatura. O mais seguro era mesmo lançar a sonda para ser destruída em Saturno.

 

O legado científico deixado pela sonda é fantástico e mesmo com o fim da missão estima-se que durante uns 10 anos ainda teremos resultados sendo publicados baseados em seus dados.

 

Fim da missão

 

Na manhã desta sexta-feira (15), por volta das 07:30 no horário e Brasília, a Cassini enfim mergulhou na atmosfera de Saturno, no ponto indicado nessa imagem em infravermelho. A imagem em si foi tirada no dia anterior.  Durante toda a entrada em Saturno, a câmera não usada, pois iria consumir toda a banda de transmissão de dados, impedindo a transmissão do resto dos instrumentos. 

 

 

 

 

 As últimas imagens foram tiradas na quinta-feira  (14) e chegaram por volta da meia-noite desta sexta-feira (15). Essa abaixo é a última delas:

 

 

Apesar das câmeras não estarem sendo usadas, quase todos os instrumentos estavam trabalhando freneticamente para obter o máximo de informações possíveis. O grande problema aqui era manter a antena apontada para Terra para transmitir os dados em tempo real. Normalmente, os dados são coletados e armazenados no computador central para transmiti-los depois. Neste caso, contudo, não haveria depois.

 

A nave recebeu instruções para usar seus motores para compensar o arrasto atmosférico para sustentar a orientação da antena até quando isso não fosse mais possível. E foi incrível ver o sinal de rádio mostrado em um monitor falhar quando a antena perdeu sua orientação, mas voltar rapidamente logo em seguida para desaparecer em definitivo. Essa sucessão de sinais mostrou exatamente a rotação da nave quando o arrasto se tornou forte demais para os motores compensarem!

 

Cassini trabalhou até o final

 

Na coletiva de imprensa que acabou agora há pouco, os cientistas e engenheiros da missão informaram que os instrumentos da Cassini funcionaram até o último segundo possível. Aliás, os mecanismos de compensação de arrasto fizeram com que ela se mantivesse apontada para a Terra quase 15 segundos a mais do que o previsto inicialmente.

 

Os dados estão sendo analisados e serão divulgados assim que as conclusões surgirem, mas em especial, os cientistas da missão destacaram o uso do espectrômetro que foi a bordo. A ideia era medir a quantidade de hidrogênio em relação ao hélio presente na atmosfera, fundamental para entendermos a atmosfera de Saturno.

 

Tudo o que a gente sabe a esse respeito tem como base modelos teóricos e simulações em computador. Até agora, em seu mergulho final, a Cassini coletou amostras da atmosfera e efetuou as medidas como se estivesse em um laboratório de química!

 

Por causa da imensa distância entre Saturno e a Terra, o último suspiro da Cassini ainda levou uns 80 minutos para chegar. Vimos o sinal das transmissões sumir, dar um breve retorno, para depois silenciar de vez. A missão de 20 anos estava finalizada. Pior do que a sensação de vazio é saber que haverá mesmo um vazio bem grande.

 

Com o fim da Cassini e, em breve, da missão Juno que está orbitando Júpiter, a próxima missão a um planeta do sistema solar exterior se dará, com sorte, em 2022. Trata-se da missão “Europa Clipper”, que deverá estudar a lua Europa de Júpiter. Para quem se acostumou a ter novidades de Saturno e Júpiter quase que diariamente, será uma longa espera.

 

(Crédito das fotos: NASA/Cssini)

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Luciana Bento
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