Luciana Bento

‘Uber dos médicos’ não substitui atendimento hospitalar; veja dicas de uso | Bem Estar

Aplicativo conta com diversas especialidades; profissional deve ser registrado como especialista no Conselho Regional de Medicina da localidade em que atua, avisa o CFM (Foto: Reprodução TV Globo)Aplicativo conta com diversas especialidades; profissional deve ser registrado como especialista no Conselho Regional de Medicina da localidade em que atua, avisa o CFM (Foto: Reprodução TV Globo)

Aplicativo conta com diversas especialidades; profissional deve ser registrado como especialista no Conselho Regional de Medicina da localidade em que atua, avisa o CFM (Foto: Reprodução TV Globo)

A possibilidade de chamar um médico por um aplicativo de celular e ser atendido em casa já existe e foi recentemente regulamentada pelo Conselho Federal de Medicina.

“Vimos que a nova modalidade é uma realidade e as pessoas se interessam. Desde que se cumpra com todas as regras, a ideia é muito bem aceita”, diz José Fernando Vinagre, corregedor do CFM (Conselho Federal de Medicina).

Há pelo menos três aplicativos em funcionamento: o “Docway”, o “Dr. Já” e o “Doctorengage”. O CFM estabeleceu que esses aplicativos devem ter um diretor técnico e um registro no conselho do estado onde atuam. O preço das consultas não pode ser divulgado em anúncios promocionais e o médico cadastrado, como todos os atuantes no mercado, devem ter um registro profissional (o CRM).

Segundo o Conselho Federal de Medicina, as especialidades mais chamadas são pediatria, clínica médica, medicina da família e ginecologia.

Apesar de ser uma facilidade, o uso dessas ferramentas demanda maior responsabilidade do paciente. “Ele que vai avaliar se a situação requer um ambiente com mais estrutura, onde há a possibilidade de fazer exames laboratoriais, por exemplo”, avalia Vinagre.

O médico lembra que os aplicativos não substituem o atendimento hospitalar, nem o acompanhamento constante com especialista. Confira algumas orientações sobre a melhor maneira de usar os aplicativos.

 

Conselho Federal de Medicina regulamenta aplicativos de atendimento médico

Conselho Federal de Medicina regulamenta aplicativos de atendimento médico

1 – Melhor usar em circunstâncias mais simples

A ideia do aplicativo é de ser um atendimento para situações menos complexas, quando há a impossibilidade de se chegar até a consulta ou quando se quer maior conveniência, explica Vinagre.

“Por exemplo, no caso de se estar gripado e a pessoa não querer ir a um pronto-atendimento”, diz.

2 – Faça uma avaliação se não é o caso de chamar a ambulância ou de ir imediatamente ao hospital

O corregedor do Conselho Federal de Medicina avisa que, para muitos casos, o atendimento pelo aplicativo não terá os recursos necessários para resolver a situação, como no caso de algumas fraturas, por exemplo.

“Sentiu uma dor no peito? Tem de chamar o SAMU*, que vai chegar muito mais rápido e ter recursos”, diz. “Caiu e tem uma fratura? Tem que ir ao hospital ou chamar uma ambulância”, avisa.

*SAMU é a ambulância do SUS. O telefone para emergências é o 192.

3 – Considere que o médico não vai ter estrutura para exames e outras investigações

O médico do aplicativo só vai ter condições de fazer uma avaliação inicial, de consulta. “O atendimento é somente clínico”, diz Vinagre.

Como no consultório, o médico irá ouvir o paciente, fazer uma hipótese diagnóstica e indicar um tratamento, diz o especialista.

“Ele também vai avaliar se é necessária uma investigação mais profunda. Nesse caso, talvez seja preciso ir ao hospital”, explica.

“Caso haja indícios de que a gripe seja uma pneumonia, por exemplo, será necessário um raio-x, o que não poderá ser feito em domicílio”, afirma.

4 – O médico do aplicativo não substitui o especialista que acompanha o seu caso

O aplicativo deve ser visto como um atendimento domiciliar, que tem suas vantagens, mas que não vai substituir a consulta com um especialista que conhece o caso e o curso de tratamento do paciente, avalia o médico.

“Se a pessoa está em um tratamento de câncer, por exemplo, e tem uma intercorrência, ela pode chamar o médico do aplicativo para algum desconforto, mas não será um atendimento aprofundado para o caso dela”, diz Vinagre.

5 – Certifique-se de que aplicativo e médicos tenham registro

O aplicativo deve ter registro no Conselho Regional de Medicina da localidade em que trabalha, bem como o médico que prestará o serviço.

Ainda, além do registro como médico, o profissional que se apresentar como especialista em alguma área, deverá ter também um registro para a especialidade em que atua.

É possível consultar o registro nos sites dos conselhos de cada estado.

6 – Fique atento se o médico mantém um prontuário

O médico deve manter um prontuário da consulta, com um registro de tudo o que ocorreu no atendimento, segundo o Conselho Federal de Medicina.

Isso é importante porque o paciente ou o médico que o acompanha o caso regularmente pode pedir o prontuário para o aplicativo, no caso de alguma dúvida, diz Vinagre.

Fonte G1

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